PRIMEIRO
PASSO
SEGUNDO PASSO
O
segundo passo será um pouco mais complicado por isto poderemos considerar
uma coleção mais difícil de ser feita pois iremos
tratar agora de uma coleção por Micro Chancelas (Assinaturas),
esta fase será mais demorada pois existem cédulas que não
são fáceis de se conseguir, pois existem assinaturas que
são muito escassas ou mesmo raras e é aí que com um
pouco de paciência e dedicação, a sua coleção
irá adquirindo um sabor muito especial e você aos poucos acabará
conseguindo fechar todas as assinaturas, completando assim uma coleção
com 269 unidades ou seja iniciando com o padrão monetário
Cruzeiro até o Real, que tenho absoluta certeza, além de
muito valiosa, irá fazer inveja aos seus amigos e admiradores da
arte de colecionar cédulas.
TERCEIRO PASSO
Bem
tendo concluído esta belíssima coleção, não
estará tudo acabado. Agora você estará muito mais experiente
no assunto, adquiriu um conhecimento maior do que já tinha e o melhor
está ainda por vir, uma vez que você conhece muito bem a sua
coleção, o seu grande desafio agora será o de conseguir
as cédulas com asterisco (*) ou as chamadas cédulas de reposição.
Continuando ainda a ampliação de sua coleção,
você poderá optar pelas variantes tais como : MÓDULO
MAIOR ; CÉDULAS APROVEITADAS ; MODÊLOS ; CÉDULAS COM
DEFEITOS, ou se você preferir poderá iniciar uma coleção
do padrão MIL RÉIS.
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
Ao
iniciar a sua coleção de cédulas não se esqueça
que as mesmas devem ser tratadas como preciosas jóias pois a sua
valorização atual e principalmente futura dependerá
de como você irá tratá-las. Com estas informações
eu aqui espero colaborar com você dando-lhe algumas dicas muito importantes:
* Guarde-as de forma muito segura * Procure adquirir um ÁLBUM com
folhas de plástico PVC ou CRISTAL com divisões nacional ou
importado, estas folhas servirão para você guardar suas cédulas
(este material é encontrado em lojas especializadas). * Evite manusear
com frequência as cédulas e ao mostrá-las aos seus
amigos, não deixe que eles as retirem do álbum. * Conserve
seu álbum em ambiente neutro, de preferência em armários
de madeira ou locais onde a temperatura não varie e se precisar
de alguma informação mais profunda, procure ajuda com um
comerciante de sua confiança para que você faça corretamente
uma valiosa COLEÇÃO DE CÉDULAS
CONSERVAÇÃO DAS CÉDULAS
As
cédulas podem chegar as suas mãos em estado de conservação
muito ruim que chamamos de (BC), no que se refere a sujeiras, manchas de
gordura, tintas, etc. Normalmente, as tintas utilizadas na impressão
de cédulas são de excelente qualidade e não solúveis
facilmente, além do que o papel é muito mais resistente que
o papel comum oque torna a cédula mais resistente. Não devemos
fazer nenhuma limpeza na cédula exceto quando não há
outra saída, por ela estar realmente suja. Aqui vai uma boa dica
de limpeza: Devemos, com uma esponja macia e detergente neutro, LAVAR-MOS
a cédula muito delicadamente. Após sairem as manchas e as
sujeiras superficiais, você as coloca para secar entre as páginas
de uma lista telefônica, não sem antes protegê-las com
folhas de papel sulfite branco sem uso, para que não se manchem
com a tinta da lista telefônica e em seguida feche a lista e coloque
um peso para que sequem sem o sinal da dobra na cédula. Deixe secar
por 24 horas, após isto, ficará mais apresentável
para ser colocada em sua coleção. Tenha muita atenção
com as cédulas soberbas e Flor-de-Estampa, pois não devem
ser lavadas ou do contrário perderão esta condição
de conservação ficando automaticamente rebaixada e consequentemente
também diminuindo seu valor. Cuidado também para não
passar as cédulas com ferro de passar roupas pois isto as deixaria
com um brilho incomum e facilmente reconhecido por qualquer colecionador.
Se por ventura existir uma mancha de tinta de caneta esferográfica,
pode-se limpar, quase sempre, com bastante sucesso utilizando-se um pedaço
de algodão embebido em álcool. Claro é que se a tinta
se aprofundar no papel, não será possível desfazer
esta mancha oque praticamente invalida a cédula para uma coleção
(com excessão das raridades). Não é aconselhável
lavar as cédulas muito antigas a exemplo das brasileiras de padrão
MIL RÉIS pois suas cores se desbotariam com muita facilidade
COMO SE COMPÕE UMA CÉDULA
Agora
eu gostaria de apresentar a você como se compõe verdadeiramente
uma cédula autêntica: * ESTAMPA: Indica a diferença
de impressão, tamanho, feitiu, desenho, coloração,
ornatos, efígie, alegorias de cédulas do mesmo valor. Nas
cédulas brasileiras antigas, encontramos a inscrição
"Estampa", seguida de uma numeração. Nas cédulas atuais,
a estampa é representada por uma letra "A" ou "B" nos cantos superior
esquerdo e inferior direito seguido de uma numeração. * SÉRIE
: Cada grupo de cem mil cédulas de um mesmo valor e tipo formam
uma série, a qual é expressa em números. Nas cédulas
atuais apenas a letra designa a estampa e os quatro primeiros números
indicam o número da Série da referida cédula. * NUMERAÇÃO
: Todas as cédulas são numeradas de 000.001 até 100.000
em cada série. Nas cédulas atuais os seis últimos
dígitos à direita da letra indicativa da estampa, representam
o número da cédula. * AUTÓGRAFO : Durante um período,
no início do padrão Cruzeiro (1942 à 1953), todas
as cédulas para que pudessem entrar em circulação
e ter seu curso legal, deveriam receber assinaturas individuais de funcionários
da "Caixa de Amortização". Apenas em 1953, as cédulas
receberam outro elemento para se tornarem legais que foram as Micro-Chancelas.
* MICRO-CHANCELA : É a assinatura dos encarregados pela emissão
das cédulas, são impressas em tamanho reduzido na própria
cédula. Atualmente podemos ver as micro-chancelas do presidente
do Conselho Monetário Nacional e do Presidente do Banco Central.
* EFÍGIE : É a representação da figura humana,
real ou simbólica existente na cédula. * FUNDO DE SEGURANÇA
: É a impressão fraca mono ou policromática, incluindo
ou não algarismos inscritos simetricamente em desenhos tramados.
Trata-se do desenho da nota, feito para dificultar falsificações.
* VALOR : Indicado geralmente em números nos cantos das cédulas,
tanto no anverso quanto no reverso, geralmente também expresso por
extenso. Nas cédulas atuais, em circulação, os valores
estão expressos nos cantos inferior esquerdo e superior direito,
no anverso da cédula. * PAPEL : O papel utilizado no fabrico das
cédulas é especial e de qualidade superior, com maior capacidade
para suportar tração (ser puxada e não rasgar com
facilidade) e que contém elementos de segurança contra falsificações,
fibras coloridas que podemos ver se olharmos com muita atenção
nas cédulas. * MARCA D'ÁGUA OU FILIGRANA : É o efeito
produzido no fabrico do papel, visível contra a luz nas partes claras
das cédulas, geralmente com o desenho da efígie já
existente na cédula ( se você pegar uma nota e colocá-la
contra a luz e observar a parte branca, pronto !!). * FIO DE SEGURANÇA
: É um fio de metal ou plástico acrescentado entre as fibras
do papel, geralmente em posição vertical. Atualmente os fios
em nossas cédulas são magnetizados e contém uma inscrição
assim : "Banco Central do Brasil". * CARIMBO : Sobre impressão utilizada
após a cédula ser impressa e muda seu valor nominal ou facial
a exemplo dos recentes carimbos triangulares de cruzados novos para mostrar
a retirada dos 3 zeros, modificando o valor facial da cédula já
impressa em estoque na Casa Da Moeda. * DIMENSÕES : As cédulas
variam de tamanho, existindo cédulas pequenas de cerca de 5 cm até
as de 40 cm de comprimento. Este também é um elemento da
cédula que muito auxilia na sua classificação.
TERMOS USADOS PARA CLASSIFICAR O ESTADO DE CONSERVAÇÃO DA
CÉDULA
*
BC - BEM CONSERVADA : É a cédula já circulada onde
se admite dobras, sujeiras, manchas, e até riscos, mantendo-se contudo
os desenhos e cores visíveis. * MBC - MUITO BEM CONSERVADA : É
a cédula pouco circulada com algumas dobras ou amassadas ou levemente
sujas. * S - SOBERBA : Mínima circulação, semi nova
com leve dobra. * FE - FLOR DE ESTAMPA : Não circulada, nova e sem
dobras.
ABREVIATURA DE ÓRGÃOS IMPRESSORES EXISTENTES
*
PBP : Perkins, Bacon & Petch / * BWC : Bradebury Wilkinson & Co.
Ltd. / * GD : Georges Duval / * CPM : Cartiere P. Milani / * GDEC : Georges
Duval e Emile Grosbie / * GDJH : Georges Duval e Jules Huyot / * JEZ :
Jon Ensoheb & Zonen / * ABN : American Bank Note Company / * TLR :
Thomas De La Rue / * WSL : Waterlow & Sons Limited / * CMB : Casa da
Moeda do Brasil / * GD : Giesecke Devrient (Alemanha) / * FCO : François
Charles Obeerthur (França)
COMO FOI CRIADO O PADRÃO CRUZEIRO
Foi
criado pelo Decreto-Lei nº 4.791 de 05/10/1942 por sugestão
do Diretor da Caixa de Amortização o Sr. Gladstone Rodrigues
Flôres e complementadopelos Decretos nº 4.842 de 17/10/1942
e nº 5.730 de 05/08/1943 e nº 6.705 de 17/07/1944, tendo por
símbolo o (Cr$) , sendo dividido em 100 centávos tendo por
símbolo (Cts.) e correspondendo ao antigo " MIL RÉIS " .
A partir da meia noite do dia 31/10/1942, a unidade monetária brasileira
"Mil Réis" deixou de existir. Quem primeiro teve a idéia
de mudar o nome de nossa moeda para (Cruzeiro), foi o Sr. Américo
Lobo, nos primórdios da República, sob a presidência
do Dr. Washington Pereira de Souza, o governo cogitava introduzir em circulação
essa nova unidade monetária em substituição ao arcaico
"Mil Réis ", tendo para isso criado a Caixa de Estabilização
em 1926 para converter todo o papel-moeda em circulação no
país em "Cruzeiros-Ouro". O valor fixado para o cruzeiro foi o de
Rs10$000 (dez mil réis). As moedas divisionárias seriam cunhadas
em prata, níquel e cobre. Em virtude da vitória da Revolução
de outubro de 1930, esse projeto foi cancelado pelo Governo Provisório.
A introdução deste novo padrão monetário, teve
como objetivo, uniformizar o meio circulante pois nessa época existiam
em circulação 56 tipos diferentes de cédulas, sendo
35 do Tesouro Nacional, 14 do Banco do Brasil e 7 da Extinta Caixa de Estabilização.
A circulação do Cruzeiro iniciou-se em 29 de oputubro de
1942, com as notas do antigo padrão monetário, carimbadas
com a nova denominação. Com a finalidade de controlar o mercado
monetário interno e preparar a futura organização
do Banco Central, foi criada pelo Decreto-Lei nº 7.293 de 02/02/1945,
a superintendência da Moeda e do Crédito - " SUMOC ", subordinada,
diretamente ao Ministério da Fazenda